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O consumidor não quer apenas crédito: ele quer uma jornada completa

* Por Marcelo Lucindo O consumidor brasileiro mudou. Está mais informado, mais conectado e mais acostumado a resolver boa parte da sua vida pelo celular. Pesquisa preços antes de comprar, compara alternativas, consulta avaliações e espera respostas cada vez mais rápidas. Essa transformação também chegou ao mercado de consórcios e traz uma provocação importante para o setor: não basta oferecer um produto competitivo. É preciso construir uma jornada que faça sentido para o cliente. Essa mudança é especialmente relevante porque o consórcio não é uma compra de impulso. Estamos falando de uma decisão financeira que pode envolver planejamento, expectativas e compromissos de longo prazo. Por isso, a experiência não pode ser medida apenas pela facilidade de entrar em uma plataforma, fazer uma simulação ou comprar uma cota. Ela precisa considerar todos os momentos de relacionamento com o consumidor. Existe uma tendência natural de associar uma boa experiência à redução de etapas e ...
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Quando a Conta da Saúde Pressiona o Balanço: Como a Crise de Sinistralidade Força Grandes Operadoras de Saúde e Empresas a Repensar Modelos

O Índice que Controla as Margens — e Aprecia o Mercado Há um indicador que quase todos os times de finanças corporativas e administradores de investimentos em saúde suplementar monitoram cada vez mais de perto: o  índice de sinistralidade . Tecnicamente, é a comparação entre o que uma operadora gasta em despesas assistenciais e o que ela ganha em prêmios (ou mensalidades). Quando esse indicador se encontra acima da faixa historicamente tida como equilibrada, entre 70% e 82%, conforme o porte e o modelo da operadora, o efeito é sentido de imediato na compressão do Ebitda. Com os números em mente, o setor, após passar por um período de subutilização artificial durante a pandemia de Covid-19, entrou em uma fase prolongada de “ rebound ” assistencial. Com a normalização do acesso a consultas, exames e procedimentos eletivos que estavam pendentes, o número de chamadas ao plano aumentou significativamente. Além disso, a ampliação do rol obrigatório de coberturas pela ANS, que in...

Ter conselheiros independentes não significa ter um conselho independente

Startupi Ter conselheiros independentes não significa ter um conselho independente * Por Leonardo Fabris Lugoboni e William D. Carvalho Uma empresa pode ter conselheiros independentes, comitê de auditoria, controles internos e cumprir todas as regras de governança e, ainda assim, ninguém fazer a pergunta que precisava ser feita antes de uma crise. Esse é um dos problemas menos visíveis da governança corporativa. Criamos regras cada vez melhores para definir quem pode ser chamado de conselheiro independente, mas ainda sabemos pouco sobre o que acontece quando esse conselheiro precisa, de fato, exercer sua independência Ele questiona a diretoria quando as informações parecem insuficientes? Contraria o acionista que participou de sua indicação? Pede para adiar uma decisão? Registra uma divergência? Vota contra? É aí que aparece a diferença entre ter um conselheiro independente e ter independência dentro do conselho. A história corporativa recente, no Brasil e no exteri...

Bradesco projeta era do “banco conversacional” impulsionada por ecossistemas multiagentes

Startupi Bradesco projeta era do “banco conversacional” impulsionada por ecossistemas multiagentes A evolução dos assistentes virtuaisde IA para ecossistemas de agentes autônomos em rede abre uma nova etapa para o uso da Inteligência Artificial no setor financeiro, ampliando a capacidade de execução da tecnologia e as possibilidades de personalização da experiência dos clientes.O tema esteve entre as discussões do primeiro dia da FebrabanTech 2026, nesta segunda-feira (24), em painel que contou com a participação do Bradesco para debater os impactos dessa transformação na produtividade e na relaçãocom o cliente. Representando o banco, Rafael Cavalcanti, Chief Data Analytics Officer (CDAO) do Bradesco, destacou que uma das principais transformações dessa nova fase da Inteligência Artificial (IA) é o avanço em direção ao conceito de “banco conversacional”. A proposta é ampliar a capacidade de compreender o contexto de cada interação e personalizar as jornadas dos diferentes públi...

O que significa para a economia brasileira o excesso de energia que fez o ONS desligar o sistema pela segunda vez em 2026

Startupi O que significa para a economia brasileira o excesso de energia que fez o ONS desligar o sistema pela segunda vez em 2026 Leitura do sintoma e contexto técnico O  Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)  ativou, pela segunda vez em 2026, o plano de emergência para cortar a geração em função da sobreoferta no sistema elétrico nacional. De acordo com a estratégia que foi divulgada, a medida será aplicada entre 11h e 13h30 no domingo, e irá apenas afetar as distribuidoras, sem atingir o consumidor final, tudo isso para garantir a segurança do sistema, já que se espera uma redução no consumo durante o fim de semana. O plano, como linha de ação, limita a criação de usinas Tipo 3, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa e menores empreendimentos eólicos e solares, ao passo que o ONS implementou medidas adicionais para controlar a diminuição da geração em sua esfera de atuação. Antecedentes históricos e previsões de operação No dia 7 de junho, duran...

Nova era nos investimentos? Saiba como as ações tokenizadas vão mudar o mercado de capitais no mundo

Startupi Nova era nos investimentos? Saiba como as ações tokenizadas vão mudar o mercado de capitais no mundo A Aurex, fintech AI-first especializada em câmbio corporativo, anuncia sua participação em uma operação estruturada de investimento na Anthropic, empresa norte-americana de inteligência artificial avaliada entre as mais valiosas do mundo no setor de tecnologia. O acordo , com capacidade total de até R$25 milhões (US$ 5 milhões), se enquadra na categoria de RWAs (Real World Assets), que consiste na digitalização ou tokenização de ativos tradicionais, como participações em empresas privadas. “Este deal reforça nossa tese que uma infraestrutura moderna, construída sobre stablecoins e inteligência artificial, pode destravar o acesso de investidores qualificados a oportunidades globais antes concentradas nas mãos de grandes instituições ”, afirma Felipe Sabino, CEO e cofundador da Aurex. Historicamente, o mercado de capitais sempre foi restrito e fechado, e a token...

O ‘venture capital’ sob a lente da ciência

Startupi O ‘venture capital’ sob a lente da ciência O que não te dizem antes de criar o pitch Para a maioria dos empreendedores de startups no Brasil, o relacionamento com o venture capital se assemelha a uma caixa-preta: é sabido que o capital está lá, que alguns conseguem acessar e outros não, mas os verdadeiros critérios raramente são esclarecidos de forma transparente.  Não é surpresa que empreendedores passem semanas aperfeiçoando apresentações e reestruturando narrativas, sem abordar a questão principal: a falta de compreensão sobre como um fundo de VC é organizado, o que é necessário que o investidor forneça e, em razão disso, por que ele rejeita a maioria das propostas.  Para ajudar no entendimento desse setor fundamental para startups, Omri Drory , um doutor que também atua como sócio de fundo de investimento, divulgou um estudo sobre uma visão científica do venture capital .  Em seu trabalho, ele destila essa lógica de maneira incomum, parti...