Startupi Crachá de silício O crachá corporativo agora também é digital, e ele não pertence a um humano. A notícia vem da FCamara , uma consultoria que atua também no desenvolvimento de softwares, que anunciou que já integrou 400 trabalhadores “sintéticos” (agentes de IA) aos seus 1.800 profissionais. Longe de ser um mero piloto de automação, o movimento da empresa quer atacar o faturamento e o lucro, transformando a tecnologia em uma ferramenta geradora de receita direta em frentes que vão do desenvolvimento técnico ao RH. Mas a virada de chave exige uma nova orquestração de agentes. Não se trata de assinar licenças de software, mas de desenhar uma governança onde humanos lideram e auditam as entregas para blindar a operação contra alucinações e custos de infraestrutura. A divisão do trabalho é clara: a IA acelera o volume e a repetição, enquanto o humano assume a estratégia. Culturalmente, o desafio migrou da gestão do medo para a cultura da coprodução. Assim, os cola...
Startupi Instituições deixam de ganhar quando tratam o cadastro apenas como obrigação regulatória * Por Lígia Lopes Quando se fala em onboarding financeiro, a conversa costuma girar em torno de compliance, autenticação e prevenção a fraudes. Mas existe uma discussão menos explorada e potencialmente mais estratégica: o que as instituições deixam de ganhar quando tratam o cadastro apenas como uma obrigação regulatória? A maior parte dos processos de abertura de conta foi desenhada para resolver um objetivo específico: confirmar a identidade de quem está entrando no sistema financeiro. Durante anos, isso foi suficiente. Hoje, porém, essa lógica parece limitada diante da quantidade de dados e tecnologias disponíveis. O onboarding é um dos raros momentos em que o cliente está totalmente engajado com a instituição. Ele dedica atenção ao processo, fornece informações, concede consentimentos e demonstra interesse ativo em iniciar um relacionamento. Ainda assim, muitas empresas ...