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NR-1 amplia exigências sobre saúde mental e transforma riscos psicossociais em indicador de gestão nas empresas

Startupi NR-1 amplia exigências sobre saúde mental e transforma riscos psicossociais em indicador de gestão nas empresas A atualização da NR-1, Norma Regulamentadora nº 1, marca uma mudança estrutural na forma como as empresas brasileiras devem lidar com saúde mental no ambiente de trabalho. A partir da nova diretriz, riscos psicossociais — como estresse crônico, burnout e sobrecarga cognitiva — deixam de ser tratados como questões individuais e passam a integrar a agenda de gestão corporativa, com exigência de monitoramento, indicadores e planos de ação. O movimento ocorre em meio ao agravamento da crise de saúde mental no país. Dados da Gupy apontam recorde de afastamentos por transtornos mentais em 2025, com mais de 546 mil casos registrados. Ao mesmo tempo, cerca de 4 em cada 10 profissionais já apresentam algum nível de risco psicossocial. Para Rui Brandão, da Conexa, o impacto financeiro desse cenário é significativo e já mensurável. “Estamos falando de aproximadamente R$ 3,...
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Saúde mental como prioridade: o impacto da NR-1 nas IES

Startupi Saúde mental como prioridade: o impacto da NR-1 nas IES A entrada em vigor da nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) representa um dos movimentos mais relevantes das últimas décadas no campo da segurança e saúde no trabalho no Brasil, com impactos diretos e profundos sobre as instituições de educação superior (IES). Mais do que uma atualização normativa, trata-se de uma mudança de paradigma que desloca o foco tradicional, historicamente concentrado em riscos físicos, químicos e biológicos, para uma abordagem mais ampla, incorporando, de forma explícita e obrigatória, os riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Prevista para entrar em vigor no dia 26 de maio, a nova regulamentação impõe às instituições educacionais não apenas ajustes técnicos, mas uma revisão estrutural de seus modelos de gestão, cultura organizacional e práticas de relacionamento com seus colaboradores. O primeiro passo consiste no abandono de uma postura reativa e na adoção de uma lógica ...

Como tecnologia, verticalização e M&A estão redesenhando o jogo competitivo

Startupi Como tecnologia, verticalização e M&A estão redesenhando o jogo competitivo * Por Alex Anton Crescer no mercado de tecnologia significou, ao longo dos últimos anos, escalar um único produto, ampliar a carteira de clientes e ganhar eficiência operacional. Esse modelo, no entanto, deixou de ser suficiente. Em um ambiente cada vez mais competitivo, com consumidores exigentes e ciclos de inovação curtos, crescer passou a exigir mais do que volume, demanda profundidade. Nesse contexto, a verticalização ganha força como uma das teses mais saudáveis e consistentes de crescimento para empresas do setor. Ao alterar a lógica tradicional de expansão, as companhias deixam de depender exclusivamente de um único mercado ou indústria e passam a operar em negócios plurais, conectados por tecnologia, dados e inteligência. Esse movimento amplia oportunidades tanto dentro de um mesmo ecossistema quanto entre verticais complementares, criando um ciclo virtuoso de eficiência, relacionamen...

Fusão entre Olenox e CS Digital aposta em data centers off-grid para mineração e IA

Startupi Fusão entre Olenox e CS Digital aposta em data centers off-grid para mineração e IA A fusão proposta entre Olenox Industries Inc. e CS Digital Ventures apresenta um modelo baseado em data centers construídos próximos à geração de energia e fora da rede elétrica convencional. A estratégia busca reduzir custos operacionais e aumentar a previsibilidade da mineração de Bitcoin. A CS Digital contribui com cerca de 2,1 exahashes de capacidade instalada e experiência na implantação de mais de 20 data centers em diferentes regiões. A proposta é integrar essa operação à infraestrutura energética da Olenox, criando uma plataforma que pode ser utilizada tanto para mineração quanto para cargas computacionais relacionadas à inteligência artificial. Segundo Bernardo Schucman, cofundador e CEO da CS Digital, “2026 pode marcar o início de uma nova fase, com data centers fora da rede sendo construídos perto da geração de energia”. A abordagem indica uma tendência de descentralização da in...

“Segunda Onda” da Inteligência Artificial será decisiva para as empresas

Startupi “Segunda Onda” da Inteligência Artificial será decisiva para as empresas A inteligência artificial passa por uma transição no uso corporativo, com foco na integração aos processos centrais das empresas. A avaliação é de Rodny A. Coronel, regional manager da ELO Digital Office Espanha, que aponta 2026 como o início de uma etapa em que a tecnologia deixa de ser aplicada em projetos isolados e passa a operar como parte da infraestrutura empresarial. Dados do mercado europeu mostram avanço na adoção. Na Espanha, o uso de IA por pequenas e médias empresas passou de 7,4% em 2022 para 23,3% em 2025. Entre grandes empresas, 21,1% utilizam IA em processos produtivos. “Não é ficção científica: é infraestrutura em funcionamento”, afirma Coronel. O uso corporativo se concentra em análise de linguagem escrita (44,7%) e automação de fluxos de trabalho (39%). Tecnologias como machine learning, automação e IA generativa já estão inseridas nas operações. Segunda onda da IA no Brasil O c...

Startups brasileiras avançam em maturidade, mas ainda enfrentam gargalos de capital e concentração regional

Startupi Startups brasileiras avançam em maturidade, mas ainda enfrentam gargalos de capital e concentração regional O ecossistema de startups no Brasil entra em uma nova fase de consolidação, marcada por maior maturidade operacional, previsibilidade de receita e foco em modelos escaláveis. Ao mesmo tempo, segue convivendo com entraves históricos, como a concentração geográfica e o acesso desigual ao capital de risco. É o que mostra um levantamento do Sebrae Startups, baseado nas mil empresas selecionadas para a edição de 2025 do Prêmio Sebrae Startups. O retrato reforça uma tendência já observada nos últimos anos: o ecossistema brasileiro está menos experimental e mais orientado a negócios sustentáveis. Mais de 90% das startups analisadas já superaram fases iniciais e operam em estágios de validação, tração ou crescimento. Além disso, dois terços têm mais de três anos de existência, o que indica maior resiliência em um ambiente ainda marcado por volatilidade macroeconômica e ciclo...

Reforma Tributária e valuation: o novo impacto invisível nas PMEs e startups

Startupi Reforma Tributária e valuation: o novo impacto invisível nas PMEs e startups * Por Rafael Caribé Quando se fala em Reforma Tributária, a maioria das pessoas pensam em simplificação de impostos. Menos guias, menos confusão, menos burocracia. Mas existe um efeito pouco discutido que pode impactar diretamente pequenas e médias empresas e startups: o valor que essas empresas passam a ter no mercado. O valuation nada mais é do que o valor de uma empresa aos olhos dos investidores, e isso não depende só de faturamento, pois está diretamente ligado à margem de lucro, à geração de caixa e à previsibilidade financeira. No Brasil, esses três fatores sempre tiveram forte influência do regime tributário escolhido. Durante anos, muitas empresas conseguiram manter margens mais altas por estarem enquadradas em regimes como o Simples Nacional ou o Lucro Presumido. Em alguns casos, a diferença de tributação entre um modelo e outro representa vários pontos percentuais no resultado final. ...