Startupi A nova guerra fria tecnológica * Por Lorenzo Castanho e João Alfredo Lopes Nyegray Durante a Guerra Fria, a corrida espacial simbolizou mais do que avanços científicos: era a materialização da supremacia entre duas potências rivais, entre os Estados Unidos e a União Soviética. No século XXI, esse papel estratégico é desempenhado pela tecnologia. Chips, redes, inteligência artificial e dados deixaram de ser meros instrumentos de inovação para se tornarem armas silenciosas em uma disputa global por influência e poder. Nesse contexto, o comércio internacional não é mais apenas um espaço de trocas econômicas, mas um campo de confrontos geopolíticos no qual grandes empresas de tecnologia, como TSMC, Nvidia, Huawei ou ByteDance, desempenham papel central, muitas vezes influenciando diretamente políticas nacionais e estratégias globais. Atualmente, o embate entre Estados Unidos e China ilustra de maneira clara essa transformação. A dependência global de semicondutores, a expans...
Startupi Por que 2026 marca um ponto de virada para o mercado financeiro? * Por Clayton Ricardo O mercado financeiro está entrando em uma fase de transformação estrutural que vai muito além da digitalização. Em 2026, automação total de pagamentos, finanças embutidas e inteligência artificial aplicada às decisões financeiras deixam de ser tendências para se consolidarem como infraestrutura básica dos negócios. Segundo o estudo “The Future of Fintech: Trends for 2026”, da Numafi, a experiência financeira caminha para um modelo tão fluido que o próprio ato de pagar tende a se tornar quase invisível. Esse movimento redefine o papel das fintechs. Se antes elas competiam por produtos e funcionalidades, agora passam a disputar relevância como camadas estruturais dos ecossistemas digitais, integradas a plataformas de e-commerce, marketplaces, aplicativos de serviços e operações corporativas. A tecnologia financeira deixa de ser um fim em si mesma e passa a operar como meio, silencioso, ef...