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DinheiramaNews: Temer recorre a barriga para aprovar previdência

DinheiramaNews: Temer recorre a barriga para aprovar previdência

Agora você confere as principais notícias de 01/12/2017, sexta-feira.

Temer convoca jantar para discutir reforma da Previdência

O presidente Michel Temer convocou presidentes e líderes de partidos para um jantar no domingo (3) para discutir a viabilidade de votar a reforma da Previdência.

O encontro será na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e terá a participação dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento).

Temer quer conversar com os comandos dos partidos para ter uma noção real do número de votos da base aliada.

O presidente ainda está longe dos 308 votos para aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição). Os cálculos variam de pessimistas 150 a otimistas 275 votos a favor da reforma.

Líderes favoráveis à reforma estão reunindo suas bancadas para explicar a mais recente versão da proposta e tentar conquistar apoio. Mas mesmo os mais entusiasmados já dizem que não há possibilidade de votar a PEC no próximo dia 6, como Rodrigo Maia aventou inicialmente.

Para eles, a data mais otimista é na semana do dia 13 de dezembro, às vésperas das férias parlamentares.

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Governo está ‘muito longe mesmo’ dos 308 votos, diz Maia sobre Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), reconheceu nesta quinta-feira (30), que o governo ainda está “muito longe mesmo” dos 308 votos necessários para aprovar a proposta de emenda constitucional da reforma da Previdência na Casa.

A declaração foi dada por Maia após participar de um fórum organizado pelo banco J.P. Morgan na zona sul da capital paulista. O evento foi fechado à imprensa e apenas convidados puderam participar.

Ao deixar o evento, ele disse também que declarações dadas nesta quinta-feira por líderes do PSD a respeito das mudanças nas regras das aposentadorias foram “muito pessimistas”, dando uma sinalização negativa para a base aliada.

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Bolsa cai 3,2% e tem pior mês desde maio

A Bolsa brasileira teve, em novembro, o pior mês desde maio, em meio à deterioração da confiança dos investidores sobre a capacidade do governo de aprovar a reforma da Previdência. Já o dólar fechou o mês no patamar de R$ 3,27, pressionado também pelo aumento da aversão a risco no exterior.

O Ibovespa, das ações mais negociadas, fechou em baixa de 1%, para 71.970 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 26,3 bilhões, bem superior à média diária de novembro, de R$ 9,4 bilhões. No mês, o índice recuou 3,2%, interrompendo sequência de cinco meses no azul.

O dólar comercial fechou em alta de 0,95%, para R$ 3,271, mas recuou 0,06% em novembro. O dólar à vista se valorizou 1,09%, para R$ 3,278 –queda de 0,03% no mês.

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Sugestões do PSDB para Previdência podem reduzir economia em R$ 109 bi

O governo endureceu o discurso para barrar novas concessões na versão já enxuta da reforma da Previdência, mesmo sem ter os 308 votos necessários para aprová-la. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta quarta-feira (29), que a r9eforma “está no osso” e que o governo não concordará com novas alterações. O recado era dirigido ao PSDB, a terceira maior bancada na Câmara.

Cálculos do governo apontam que as três mudanças sugeridas pelos tucanos, se atendidas, levariam a uma redução adicional de R$ 109 bilhões na economia esperada em dez anos, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

A versão atual já reduziu a R$ 480 bilhões o impacto fiscal da reforma da Previdência em uma década, 60% da proposta original. Acatar os pedidos do PSDB resumiria a economia a menos da metade do esperado inicialmente, algo inaceitável para a equipe econômica.

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Este artigo foi escrito por Redação Dinheirama.

Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.
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Fonte: Dinheirama

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