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DinheiramaNews: Coca-Cola ameaça e Temer abaixa novamente o imposto

DinheiramaNews: Coca-Cola ameaça e Temer abaixa novamente o imposto

Agora você confere as principais notícias de 29/09/2018, sábado.

Após Coca-Cola dizer que deixaria o país, Temer restitui benefício a refrigerantes

O presidente Michel Temer cedeu à pressão da indústria de refrigerantes e restituiu, em decreto publicado nesta sexta-feira (28), parte do benefício fiscal para fabricantes instalados na Zona Franca de Manaus.

O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) do concentrado de refrigerantes havia sido cortado de 20% para 4%, o que reduziu substancialmente os créditos gerados pela indústria para abater outros impostos.

No decreto publicado nesta sexta, Temer voltou atrás e aumentou a alíquota para 12%, no primeiro semestre de 2019, e para 8% no segundo semestre do ano que vem. Em 2020, o percentual volta a ser 4%.

Estimativas do governo apontam que o recuo custará cerca de R$ 708 milhões em arrecadação aos cofres públicos no ano que vem.

Na prática, o presidente deu mais tempo à indústria e jogou para o próximo governo a decisão definitiva sobre o benefício.

A indústria de refrigerantes instalada na Zona Franca vende o produto para envasadores e gera um crédito tributário de IPI proporcional ao valor de venda. Antes esse percentual era de 20%, e foi reduzido para 4%.

O crédito gerado na venda aos envasadores pode ser usado para abater outros tributos, como o Imposto de Renda e a CSLL (Contribuição Social Sobre Lucro Líquido).

Ou seja, quanto maior o percentual relacionado ao IPI, maior o crédito gerado.

Em 2016, o setor de bebidas gerou R$ 2 bilhões em créditos na região. Após pagar R$ 767 milhões em IPI, as empresas ficaram com R$ 1,2 bilhão para compensar tributos.

Recentemente, a Coca-Cola ameaçou interromper sua produção de refrigerante na Zona Franca caso Temer não devolvesse os benefícios ao setor. A empresa nega.

O assunto foi levado ao presidente pela primeira vez no fim de junho por Alexandre Jobim, presidente da Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes), que representa as empresas.

A Abir reúne 59 fabricantes de refrigerantes, entre elas as gigantes Coca, Ambev e Pepsi.

Em agosto, o presidente da Coca-Cola no Brasil, Henrique Braun, esteve com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e detalhou a situação.

Em nota, a empresa nega ter planos para deixar a região, onde atua há 76 anos. “Nossos valores e práticas incluem diálogo e transparência com governos e com a sociedade brasileira. Não trabalhamos com ameaças”, afirmou a empresa.

Cidades brasileiras recebem atos contra Jair Bolsonaro

Dezenas de cidades recebem atos contrários à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) no  sábado (29). Pelo menos 24 capitais tiveram manifestações contra o capitão da reserva e deputado federal por sete mandatos, que lidera as recentes pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno, com 28%, seguido por Fernando Haddad, do PT, que tem 22%. A campanha #EleNão foi criada dentro de um grupo no Facebook que reúne 3,8 milhões de mulheres. Algumas cidades também registram mobilizações favoráveis ao candidato.

Em São Paulo, a concentração de manifestantes começou em torno do Largo da Batata no início da tarde. O ato reuniu eleitores do PSOL ao PSDB e todas as candidatas que estão na disputa presidencial, exceto a senadora Ana Amélia (PP), candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin(PSDB). No início da noite, um grupo contra o candidato se manifestava na Avenida Paulista.

Passaram pelo ato, que reuniu 150 mil pessoas segundo os organizadores (a PM não fez estimativa) a ex-ministra Marina Silva, candidata da Rede, a senadora Kátia Abreu (PDT), vice de Ciro Gomes (PDT), a deputada estadual Manuela d’Avila (PcdoB), vice de Fernando Haddad, a líder indígena Sonia Guajajara (PSOL), vice de Guilherme Boulos (PSOL). Apoiadores de Bolsonaro, por sua vez, se reuniram em frente ao estádio do Pacaembu.

Para uma participante, o ato serviu para unir as pessoas em torno de um propósito comum. “Tem o PT, tem a Rede, o pessoal do Ciro, do Boulos, é importante que estejam todos aqui. O cara nos uniu. Obrigada, Bolsonaro!”, brincou Angela Martins, professora universitária de 65 anos.

No Rio, milhares de pessoas se concentraram na Cinelândia, região central da cidade e seguiram em caminhada para a Praça XV. Por volta das 15h25, manifestantes reagiram com aplausos à passagem de uma bandeira com a imagem da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em março. Muitos manifestantes, especialmente as mulheres, responderam à convocação dos organizadores do protesto e estão usando lilás.

Ao redor do mundo, protestos ocorreram em cidades da Argentina, Chile, Espanha, França, Portugal, Alemanha, Itália, França e Suíça. As lideranças do movimento afirmam que a campanha é para alertar a população sobre as ideias de Bolsonaro, consideradas pelos participantes como “fascistas e machistas”.

Elon Musk é forçado a deixar presidência do conselho da Tesla

O presidente da Tesla, Elon Musk, terá de deixar o cargo de presidente do conselho de administração da companhia por três anos, após a acusação de fraude movida pela SEC, agência reguladora do setor financeiro nos Estados Unidos, contra o executivo.

Além disso, a empresa pagará uma multa de US$ 20 milhões, segundo o acordo firmado entre a empresa e a SEC.

O órgão havia entrado com uma ação contra Musk na última quinta-feira (27),  acusando-o de fraude, por fazer declarações públicas falsas com potencial de prejudicar investidores da companhia.

A medida veio após uma postagem que o executivo fez em uma rede social, no dia 7 de agosto. Nela, afirmou ter “fundos garantidos” para fechar o capital da Tesla.

O anúncio gerou rebuliço no mercado financeiro, mas, dias depois, o executivo voltou atrás e afirmou que a empresa continuaria com as ações cotadas em Bolsa.

Na sexta (28), Musk havia se recusado a fechar o acordo com a SEC.

Ainda não está claro o motivo pelo qual o executivo voltou a trás e aceitou sair do cargo, mas as ações da Tesla foram bastante afetadas pelo processo. Na sexta (28), os papeis da empresa caíram 13%.

Pelo acordo firmado, Musk poderá continuar como presidente-executivo.

------ Este artigo foi escrito por Redação Dinheirama. Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama



Fonte: Dinheirama

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