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Comunicação não violenta em 2023: como mediar conflitos dentro da startup

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Comunicação não violenta em 2023: como mediar conflitos dentro da startup

* Por Rafael Kenji

Uma grande causa de falência de startups é a briga entre os sócios, ou seja, a falta de comunicação, atrelada ao não entendimento do time sobre a cultura e o propósito da empresa, focando a energia dos membros na solução, e não no problema. Esse desalinhamento leva a uma desestruturação rápida da empresa, com membros operacionais e estratégicos desgastados com conflitos internos que poderiam ser resolvidos rapidamente.

Os conflitos internos fogem do controle quando existe uma deficiência nas habilidades de liderança da equipe, principalmente vindo do C-level, responsável por proteger e fiscalizar a cultura da empresa.

Portanto, a principal forma de mediar conflitos dentro da empresa, é sendo exemplo de liderança. O livro Comunicação não violenta, de Marshal B. Rosenberg, cita grandes exemplos de impulsionadores e mediadores de violência, tanto no ambiente profissional quanto no pessoal.

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Alguns motivos que geram desconforto entre os membros são:

1 – comparação, como forma de julgamento;

2 – feedbacks destrutivos, principalmente quando são feitos de forma pública;

3 – negação de responsabilidade;

4 – colaboradores alocados em áreas que não são da sua expertise ou desejo;

5 – falta de empatia com o outro.

Tendo isso em mente, as principais formas de mediar os conflitos são voltadas a resolver esses problemas ou não os cometer, principalmente aquele relacionado à falta de empatia. As pessoas devem ser vistas como um todo, com determinantes biopsicosocioespirituais e profissionais.

A vida vai além do trabalho, sendo normal que um colaborador não esteja em um dia muito bom e isso reflita no seu rendimento no trabalho, seja por motivos pessoais, seja até por uma sobrecarga de trabalho, que gera certo grau de ansiedade. A Síndrome de Burnout, classificada como doença do trabalho, não apenas escancara a realidade do esgotamento profissional como também responsabiliza a empresa pelo adoecimento do trabalhador, ou pela negligência ao não ver seu adoecimento, que é claro quando chega ao nível do esgotamento.

Outra principal forma de mediação dos conflitos é entender a adequada posição de cada membro da equipe, de acordo com cada habilidade e necessidade da empresa de atuação de indivíduos separados para o bem de um todo. Saber o papel de cada membro da equipe evita comparações e julgamentos. Quando existe alguma falha ou queda de desempenho, os feedbacks devem ser individuais, e sempre de forma construtiva, já que uma equipe de alto rendimento trabalha em conjunto, errando e acertando junto.

Por fim, mas não a última forma de apaziguar conflitos internos nas empresas, a responsabilidade deve ser compartilhada. Quando os times são diversos, compostos de pessoas com vivências diferentes, e também habilidades diferentes, os erros são previstos e todos se comprometem a resolver problemas que possam aparecer e até mesmo evitá-los.


Comunicação não violenta: como mediar conflitos dentro da startup

Rafael Kenji Hamada é médico e CEO da FHE Ventures, uma Corporate Venture Builder cujo principal objetivo é desenvolver soluções inovadoras voltadas ou adaptadas para as áreas de saúde e educação.


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O post Comunicação não violenta em 2023: como mediar conflitos dentro da startup aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Convidado Especial



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