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Trashin, startup que coletou mais de 15 mil toneladas de resíduos, faturou R$ 8 milhões em 2022

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Trashin, startup que coletou mais de 15 mil toneladas de resíduos, faturou R$ 8 milhões em 2022

Sérgio Finger, CEO e cofundador da Trashin, compartilha que em 2012 participou de um hackathon internacional. Durante o evento, ele e seu sócio, Gustavo Finger, CMO da startup, receberam o desafio de unir sustentabilidade e tecnologia, e decidiram focar em resíduos.

“Mas não queríamos apenas nos concentrar em resíduos, queríamos integrá-lo ao comércio eletrônico. Foi assim que, em apenas 24 horas, criamos um site que orientava as pessoas a levarem seus resíduos para pontos de coleta adequados”, comenta o CEO.

Inicialmente, a ideia dos sócios não progrediu devido à falta de rentabilidade do negócio e à necessidade de um grande investimento financeiro. No entanto, em 2018, surgiu um edital de pré-incubação no Rio Grande do Sul, onde os sócios puderam aprimorar a ideia e o produto, reduzindo consideravelmente os recursos necessários para colocá-lo em prática.

Atualmente, a startup atua na cadeia de reciclagem, oferecendo três etapas de serviço. A primeira é voltada para a educação, na qual a empresa fornece sinalização, infraestrutura e treinamento para que os clientes possam descartar seus produtos nos locais apropriados.

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Como funciona a plataforma da Trashin

Em termos de operação, a Trashin gerencia toda a cadeia de reciclagem, desde a coleta até a conexão com as empresas recicladoras. Na última etapa, a startup acompanha e controla todo o processo, incluindo a coleta, a triagem, a destinação dos materiais e a documentação comprobatória de que os produtos estão sendo corretamente reciclados. Além disso, eles também analisam o impacto social da reciclagem e a geração de renda.

A startup possui duas linhas de atuação: serviços e resíduos. Na linha de serviços, eles auxiliam grandes geradores na melhor separação e gestão interna da reciclagem. Já na linha de resíduos, oferecem logística reversa para fabricantes de produtos e embalagens, facilitando a captação e destinação adequada dos resíduos pós-consumo para a indústria produtiva.

Um ponto importante é que os clientes da Trashin podem acompanhar todo o processo de reciclagem por meio da plataforma da empresa. Isso permite que as empresas tenham visibilidade sobre o destino de seus resíduos e como eles estão sendo reaproveitados. De acordo com Sérgio, a contratação dos serviços oferecidos pela startup depende do tipo e volume de material, complexidade da cadeia, frequência de coleta e o pagamento é realizado de forma recorrente ou mensal, durante a duração do projeto.

Até o momento, a Trashin já coletou mais de 15 mil toneladas de resíduos, abrangendo diversos tipos, desde recicláveis e orgânicos até os mais perigosos. Para cada tipo de resíduo, a empresa busca a solução adequada e uma destinação que agregue valor à cadeia produtiva e de reciclagem, sempre respeitando as normas e legislações vigentes.

De acordo com uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU), apenas 3% do lixo eletrônico da América Latina é descartado corretamente, sendo que muitos materiais contêm metais preciosos que poderiam ser recuperados, representando um valor anual de aproximadamente US$ 1,7 bilhão. A Trashin também busca apoiar famílias que trabalham com reciclagem em cooperativas e associações de catadores, gerando renda e promovendo o desenvolvimento regional.

Próximos passos da Trashin

A startup já participou de programas de aceleração, como o Inovativa Brasil e o Braskem, e atualmente está envolvida em um programa de pós-aceleração no parque tecnológico de Belo Horizonte, o BHTec. 

Com uma equipe de 42 colaboradores, a Trashin está presente em todos os estados do Brasil. Ao longo do tempo, a startup recebeu um total de 4 rodadas de investimento, totalizando R$ 4,7 milhões em aportes. Em 2022, a empresa alcançou um faturamento de pouco mais de R$ 8 milhões.

Os próximos passos da Trashin envolvem a expansão de suas operações em todo o Brasil, o aumento dos serviços oferecidos em toda a América Latina e a busca por novas soluções globais em continentes onde o mercado de reciclagem já está estruturado, mas ainda apresenta desafios relacionados à rastreabilidade, logística reversa e reaproveitamento de materiais.


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