Pular para o conteúdo principal

Regulamentação da IA no Brasil: quais são os impactos e o que pensam os desenvolvedores?

Startupi

Regulamentação da IA no Brasil: quais são os impactos e o que pensam os desenvolvedores?

O Congresso Nacional quer promover em 2024 a regulamentação do uso da Inteligência Artificial no Brasil. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, já sinalizou que a Casa Alta vai apreciar, até abril, uma proposta com o objetivo de firmar um marco civil da IA e impor limites à utilização da tecnologia.

Durante o Fórum Econômico Mundial que se encerrou na sexta-feira (19) em Davos, na Suíça, um dos temas de maior repercussão foi uma declaração do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, sobre a regulamentação da IA.

Barroso destacou que a regulação da inteligência artificial é necessária para lidar com os riscos das novas tecnologias, porém é preciso tomar cuidado para que as restrições não afetem o ímpeto da inovação. Outro ponto destacado por ele refere-se a evitar que o excesso de regulação crie uma reserva de mercado para as empresas já estabelecidas, criando um fosso entre elas e a concorrência.

Para criadores de ferramentas de IA, como Rafael Machado, cofundador da Mila, a assistente virtual com IA para o mercado imobiliário, a regulação pode trazer tanto impactos positivos quanto negativos para o ecossistema de inovação. “Como todos os serviços que passam por reformulações e diretrizes a partir de uma regulação, precisamos pensar em como isso irá afetar os nossos consumidores e clientes, pois muitos optam por essa tecnologia devido a sua facilidade e desburocratização”, avalia.

Entre os riscos da inteligência artificial, está o impacto sobre o mercado de trabalho, a utilização para fins bélicos, a massificação da desinformação e a violação da privacidade. Em relação aos benefícios, há uma melhor capacidade decisória em muitas áreas, a automação de tarefas repetitivas e desgastantes para humanos, as aplicações na medicina, pesquisa e inovação, as utilidades práticas do dia a dia e impactos sobre o meio ambiente. Esses pontos também foram levantados por Barroso em Davos.

No evento Rodrigo Pacheco citou o Projeto de Lei (PL) 2338/23, que estabelece normais gerais para o desenvolvimento e a implementação da IA em território nacional, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais e direitos à privacidade e à proteção de dados pessoais e garantir o desenvolvimento de sistemas seguros e confiáveis. Além de ter como fundamento a centralidade da pessoa humana e pensar no desenvolvimento de IA com auxílio da população. Ou seja, para criar uma IA será necessário avaliar o interesse social para além do interesse da indústria.


Acesse aqui e saiba como você e o Startupi podem se tornar parceiros para impulsionar seus esforços de comunicação. Startupi – Jornalismo para quem lidera a inovação.

O post Regulamentação da IA no Brasil: quais são os impactos e o que pensam os desenvolvedores? aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Bruna Galati



Continue Lendo: Startupi / https://startupi.com.br/regulamentacao-da-ia-no-brasil/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Inteligência Artificial e Democracia: quem está controlando a opinião pública?

Startupi Inteligência Artificial e Democracia: quem está controlando a opinião pública? *Por Douglas Torres A relação entre inteligência artificial e democracia nunca foi tão evidente quanto agora. Nos últimos anos, testemunhamos a ascensão de ferramentas generativas com capacidade de criar textos, imagens e vídeos indistinguíveis do real, moldando percepções políticas com uma velocidade que nenhum outro instrumento tecnológico conseguiu alcançar. O problema é que tudo isso acontece sem transparência — e, em muitos casos, sem que o próprio eleitor perceba que está sendo influenciado. Quando afirmo que não teremos eleições sem IA, não estou fazendo uma previsão futurista. Estou descrevendo o presente. Hoje, campanhas políticas utilizam modelos generativos para segmentar mensagens, testar narrativas, ampliar presença digital e responder...

Crachá de silício

Startupi Crachá de silício O crachá corporativo agora também é digital, e ele não pertence a um humano. A notícia vem da FCamara , uma consultoria que atua também no desenvolvimento de softwares, que anunciou que já integrou 400 trabalhadores “sintéticos” (agentes de IA) aos seus 1.800 profissionais. Longe de ser um mero piloto de automação, o movimento da empresa quer atacar o faturamento e o lucro, transformando a tecnologia em uma ferramenta geradora de receita direta em frentes que vão do desenvolvimento técnico ao RH. Mas a virada de chave exige uma nova orquestração de agentes. Não se trata de assinar licenças de software, mas de desenhar uma governança onde humanos lideram e auditam as entregas para blindar a operação contra alucinações e custos de infraestrutura. A divisão do trabalho é clara: a IA acelera o volume e a repetição, enquanto o humano assume a estratégia. Culturalmente, o desafio migrou da gestão do medo para a cultura da coprodução. Assim, os cola...

Unico adquire OwnID

Startupi Unico adquire OwnID A Unico, maior rede de verificação de identidade da América Latina, anunciou a aquisição da OwnID, referência em autenticação descentralizada, sem senha e com uso de passkeys. Com sede em São Francisco (EUA) e escritório de pesquisa e desenvolvimento em Tel Aviv (Israel), a operação marca a entrada oficial da Unico no mercado norte-americano e reforça sua visão de se tornar a principal e mais segura rede de identidade do mundo. Segundo Diego Martins, fundador e CEO da Unico , a integração do time técnico da OwnID é estratégica para abrir o primeiro hub da companhia em Israel, país conhecido como a “nação das startups” e um dos principais polos globais de tecnologia e inovação. “Essa cultura empreendedora vibrante, fortes investimentos em P&D e soluções robustas de segurança serão importantes diferenciais para a nossa rede global de identidade”, afirma. Unico já fez 9 aquisições nos últimos anos Com a fusão, a companhia amplia seu portfólio para cl...