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Lovable vira unicórnio e começa a olhar para o Brasil como mercado estratégico

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Lovable vira unicórnio e começa a olhar para o Brasil como mercado estratégico

A Lovable, startup sueca que usa inteligência artificial para transformar comandos em linguagem natural em software, virou unicórnio depois de captar US$ 200 milhões em uma rodada Série A liderada pela Accel. Com valuation de US$ 2,2 bilhões, a empresa é hoje uma das mais promissoras no cenário global de tecnologia – e o Brasil já é peça-chave nessa história. O país é o segundo maior mercado da Lovable no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 500 mil usuários ativos e mais de 100 mil projetos desenvolvidos na plataforma.

Quem ajuda a consolidar essa presença é Alexandre Messina, embaixador da empresa. Em entrevista, ele detalhou como a startup pretende transformar essa base de usuários em crescimento de negócios.

“Tenho dois papéis principais aqui: organizar eventos para a comunidade e levar a Lovable para dentro de grandes empresas”, explica. Segundo ele, o trabalho começou com a frente de comunidade. O primeiro evento no Cubo Itaú, em São Paulo, reuniu 400 pessoas presencialmente e mais 400 online. A agenda segue aquecida: a companhia já tem encontros marcados para Belo Horizonte e Florianópolis em novembro, e para o Rio de Janeiro em janeiro.

Lovable vai focar em grandes empresas

Mas a aposta vai além de engajamento. A empresa mira grandes corporações brasileiras como parte central da expansão. “Estamos em conversas com grandes companhias para implementar a plataforma em times de design, produto e desenvolvimento”, conta Messina.

Esse ganho de produtividade é um dos principais atrativos. Segundo ele, a plataforma acelera a criação de novos produtos e recursos, eliminando etapas manuais comuns em processos que envolvem ferramentas como o Figma.

Outro caso de uso relevante é a construção de plataformas internas sob medida, substituindo sistemas SaaS contratados pelas empresas. “Muitas corporações gastam milhões de reais em assinaturas de softwares. Com a ferramenta da startup, é possível criar soluções internas alinhadas ao design system da empresa, garantindo padronização e escalabilidade”, diz.

Apesar de os US$ 200 milhões captados não terem sido destinados especificamente para a operação brasileira, Messina destaca que o país tem papel estratégico na visão global da startup. “O crescimento da Lovable vem muito por meio de parceiros e comunidade. E o Brasil é o segundo país que mais usa a plataforma no mundo. Temos uma cultura criativa muito forte, e isso explica o quanto a Lovable cresce por aqui.”

Durante o Emtech Brasil, Messina participou de um painel sobre “Colaboração em Escala: Trabalho Híbrido e Agentes de IA”, no qual conversou com Carlos Aros, Editor Executivo no MIT Technology Review, Julia de Luca, Superintendente de Business Development no Itaú Unibanco, e Tuta Neto, Diretor de Novos Negocios e CEO na Jovem Pan e Sampi.


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O post Lovable vira unicórnio e começa a olhar para o Brasil como mercado estratégico aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Cecília Ferraz



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