Pular para o conteúdo principal

Startup do grupo Chico Rei capta R$ 4,5 milhões em primeira rodada

Startupi

Startup do grupo Chico Rei capta R$ 4,5 milhões em primeira rodada

A Uma Penca, plataforma de print on demand do mesmo grupo da Chico Rei, concluiu sua primeira rodada de investimentos com a captação de R$ 4,5 milhões. A rodada reuniu mais de 300 investidores e contou com a entrada do Grupo Gaia como investidor estratégico.

Com quase quatro anos de operação, a startup informou que os recursos serão direcionados à expansão tecnológica, ao aprimoramento de processos e ao fortalecimento da governança. Atualmente, a plataforma soma mais de 25 mil lojas cadastradas e registra 60 mil pedidos expedidos.

Segundo o CEO da empresa, Bruno Imbrizi, a captação cria condições para estruturar a próxima fase do negócio. “Esse movimento nos deu fôlego para investir em tecnologia proprietária, aprimorar processos e estruturar a empresa para um novo patamar de maturidade. Em apenas três anos de operação, já somos um ecossistema com mais de 60 mil pedidos expedidos e mais de 300 mil produtos lançados”, afirma.

Imbrizi também destaca que a plataforma atende organizações e criadores de diferentes perfis. “Esses números mostram que crescer com consistência e propósito é o que sustenta o nosso modelo”, diz. Entre os parceiros atendidos estão organizações da sociedade civil, projetos culturais e criadores independentes.

A empresa afirma que a rodada amplia a transparência e aproxima a Uma Penca de uma base maior de parceiros. Para 2026, ainda não há definição sobre novas captações ou percentuais de diluição, e a companhia diz avaliar o cenário a partir dos aprendizados dessa primeira rodada.

No modelo on demand, a Uma Penca utiliza a estrutura produtiva do grupo Chico Rei, que possui cadeia de produção consolidada há quase duas décadas no Sudeste. De acordo com o fundador, essa integração permite operar sem estoque e reduzir desperdícios. “É uma forma de ‘emprestar’ nossa expertise e estrutura para outros empreendedores, que podem oferecer a qualidade e o know-how da Chico Rei em um modelo white label”, afirma Imbrizi.

Parceria com o Grupo Gaia

A entrada do Grupo Gaia ocorre com foco em atuação estratégica e participação em conselho. A empresa informa que a parceria busca fortalecer a governança e oferecer base financeira para acelerar a evolução tecnológica e estrutural da plataforma.

Fundado em 2009, o Grupo Gaia atua com investimentos de impacto, com foco em causas sociais e ambientais, como educação, redução da desigualdade e crise climática, utilizando capital próprio e de terceiros.

Para Imbrizi, o modelo da Uma Penca está alinhado a esse tipo de tese. “Uma Penca é, por natureza, um negócio de impacto. É uma forma de abrir canal para pequenos empreendedores e artistas venderem produtos sem a barreira logística”, diz. Segundo a empresa, a produção segue práticas adotadas pela Chico Rei, como uso de algodão registrado, processos veganos e política de redução de plástico, além de parte da produção ocorrer em uma célula de ressocialização instalada na Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires.

Fundada em 2022, a Uma Penca oferece estrutura completa para lojistas venderem produtos personalizados sem estoque, operando com automação e um modelo de e-commerce sob demanda. A empresa informa que pretende seguir expandindo sua base de lojistas e a oferta de soluções ao longo de 2026.


Aproveite e junte-se ao nosso canal no WhatsApp para receber conteúdos exclusivos em primeira mão. Clique aqui para participar. Startupi | Jornalismo para quem lidera inovação!

O post Startup do grupo Chico Rei capta R$ 4,5 milhões em primeira rodada aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Marystela Barbosa



Continue Lendo: Startupi / https://startupi.com.br/startup-do-grupo-chico-rei-capta-r-45-milhoes-em-primeira-rodada/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Inteligência Artificial e Democracia: quem está controlando a opinião pública?

Startupi Inteligência Artificial e Democracia: quem está controlando a opinião pública? *Por Douglas Torres A relação entre inteligência artificial e democracia nunca foi tão evidente quanto agora. Nos últimos anos, testemunhamos a ascensão de ferramentas generativas com capacidade de criar textos, imagens e vídeos indistinguíveis do real, moldando percepções políticas com uma velocidade que nenhum outro instrumento tecnológico conseguiu alcançar. O problema é que tudo isso acontece sem transparência — e, em muitos casos, sem que o próprio eleitor perceba que está sendo influenciado. Quando afirmo que não teremos eleições sem IA, não estou fazendo uma previsão futurista. Estou descrevendo o presente. Hoje, campanhas políticas utilizam modelos generativos para segmentar mensagens, testar narrativas, ampliar presença digital e responder...

Crachá de silício

Startupi Crachá de silício O crachá corporativo agora também é digital, e ele não pertence a um humano. A notícia vem da FCamara , uma consultoria que atua também no desenvolvimento de softwares, que anunciou que já integrou 400 trabalhadores “sintéticos” (agentes de IA) aos seus 1.800 profissionais. Longe de ser um mero piloto de automação, o movimento da empresa quer atacar o faturamento e o lucro, transformando a tecnologia em uma ferramenta geradora de receita direta em frentes que vão do desenvolvimento técnico ao RH. Mas a virada de chave exige uma nova orquestração de agentes. Não se trata de assinar licenças de software, mas de desenhar uma governança onde humanos lideram e auditam as entregas para blindar a operação contra alucinações e custos de infraestrutura. A divisão do trabalho é clara: a IA acelera o volume e a repetição, enquanto o humano assume a estratégia. Culturalmente, o desafio migrou da gestão do medo para a cultura da coprodução. Assim, os cola...

O papel da liderança feminina na transformação digital

Startupi O papel da liderança feminina na transformação digital *Por Viviane Campos Vivemos uma era em que a transformação digital deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma questão de sobrevivência. Organizações de todos os setores estão repensando seus modelos de negócio, suas operações e, principalmente, a forma como se conectam com clientes e colaboradores. No entanto, há um aspecto que muitas vezes passa despercebido nesse processo: a transformação digital não é apenas tecnológica, ela é, acima de tudo, humana. É justamente nesse ponto que surge um novo vetor de mudança: a diversidade na liderança. A tecnologia evolui mais rapidamente quando impulsionada por diferentes perspectivas. A presença feminina, com sua capacidade de integrar empatia, colaboração e pensamento analítico, tem se mostrado essencial na construção de soluções mais inclusiv...