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Barte fecha 2025 com R$ 250 milhões em receita e planeja investir R$ 100 milhões em IA

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Barte fecha 2025 com R$ 250 milhões em receita e planeja investir R$ 100 milhões em IA

A Barte, fintech de infraestrutura de pagamentos, adquirência e corporate banking para médias e grandes empresas, encerrou 2025 com receita superior a R$ 250 milhões e volume total de pagamentos (TPV) próximo de R$ 10 bilhões — ante R$ 1,5 bilhão em 2024. Segundo a companhia, o ano terminou com caixa operacional positivo, em contraste com boa parte do setor de pagamentos, marcado por margens pressionadas e queima de capital.

A empresa afirma ter adotado uma estratégia deliberada de não competir por preço na adquirência. Em vez disso, priorizou investimentos em infraestrutura própria, inteligência artificial e serviços financeiros integrados. Atualmente, cerca de 15% da receita da Barte vem de serviços tecnológicos, incluindo aplicações de IA. O impacto indireto dessas soluções — principalmente em retenção e fidelização — responde por aproximadamente 50% do faturamento. Com base nesse modelo, a Barte planeja investir R$ 100 milhões em inteligência artificial até 2027.

Para o presidente e cofundador da empresa, Raphael Dyxklay, o posicionamento premium tem sido determinante para o desempenho financeiro. “Nós nadamos contra a corrente: não entramos na disputa tradicional de adquirência por frações de taxas. Entregamos uma camada de tecnologia e inteligência que justifica uma precificação superior, gerando impacto na linha final de lucro do cliente. Para os CFOs e tesourarias que nos contratam, o custo marginalmente maior é compensado pelo ganho de eficiência e pela proteção da margem final. Esses investimentos refletem no nosso crescimento, apesar das dimensões que já temos”, afirmou.

Entre os produtos destacados pela fintech está um módulo de recuperação de vendas baseado em algoritmos que identificam transações não concluídas e acionam consumidores por assistentes de voz. Segundo a Barte, a ferramenta recupera cerca de 30% das receitas que teriam sido perdidas.

A empresa também ampliou sua atuação em corporate banking. Hoje, quase 100% dos novos contratos incluem soluções de pagamentos, gestão de caixa e crédito. A plataforma permite que recursos rendam 100% do CDI mesmo por períodos curtos, além de oferecer ferramentas de conciliação, pagamento de contas e divisão de recebíveis.

A antecipação de recebíveis, que antes era automática para a maioria dos clientes, passou a ser personalizada conforme a necessidade de capital de giro de cada empresa. A Barte afirma que cerca de 90% dos clientes antecipavam a totalidade das vendas antes de migrar para esse modelo.

Em termos operacionais, a fintech dobrou o número de funcionários no último ano e diz operar com receita anual por colaborador “na casa dos milhões de reais”.

Para 2026, a Barte sinaliza que manterá foco em corporate banking, atendendo companhias que buscam internalizar sua própria infraestrutura financeira. A empresa também estuda o uso de stablecoins como parte de sua infraestrutura de pagamentos, à luz do novo marco regulatório do Banco Central para ativos virtuais, que entrou em vigor em fevereiro.


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