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Bits: startup que traduz “juridiquês” de documentos ganha prêmio e prevê faturar R$ 2 milhões em 2023

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Bits: startup que traduz “juridiquês” de documentos ganha prêmio e prevê faturar R$ 2 milhões em 2023


Erik Nybo e Mariana Moreno são advogados e cofundadores da Bits. Eles contam que sempre sentiram insatisfação com a maneira tradicional de exercer a profissão jurídica. Então, ambos buscaram inovação e tecnologia em suas carreiras desde o início.

Erik trabalhou como gerente jurídico global na Easy Taxi após passar por experiências anteriores em um escritório internacional, um fundo de investimento e uma startup petrolífera. Mariana, por sua vez, trabalhou no setor público e fundou o primeiro escritório de advocacia exclusivamente formado por mulheres na Paraíba, com foco em atender empresas de tecnologia.

“Estando envolvidos na comunidade de inovação e tecnologia, nos conhecemos e descobrimos que compartilhamos o mesmo interesse em trazer inovação e tecnologia para o campo jurídico”, diz Erik. Eles também perceberam que um dos principais obstáculos é o próprio produto dos advogados: os documentos jurídicos. “As pessoas têm dificuldade para entender e ler esses documentos, o que acaba causando diversos problemas do ponto de vista dos negócios”, complementa.

O software desenvolvido pela Bits permite aos usuários transformar documentos tradicionais em documentos com recursos de design, tornando-os mais amigáveis. Além disso, a plataforma possibilita a criação de documentos do zero ou a partir de modelos disponíveis.

Dentro da plataforma, os usuários encontram trechos de cláusulas e textos jurídicos prontos para agilizar a criação dos documentos, juntamente com modelos predefinidos. Também é possível negociar, assinar e compartilhar documentos com terceiros dentro da plataforma. A tecnologia desenvolvida pela Bits traduz e simplifica a linguagem jurídica complexa, tornando os documentos mais fáceis de ler.

“Não lidamos apenas com contratos, mas também com qualquer tipo de documento jurídico. Já criamos mais de 1.500 documentos de mais de 100 empresas diferentes. Se considerarmos o número de páginas, esse número é ainda maior. Aliás, reduzimos o número de páginas desses documentos para torná-los mais eficientes”, afirma Nybo.

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Contratos acessíveis para comunidades indígenas

Recentemente, a Bits desenvolveu um contrato destinado a tornar a leitura de contratos mais acessível para comunidades indígenas. Segundo Erik, um cliente da empresa estava negociando um contrato de desenvolvimento de créditos de carbono com a comunidade indígena Karajá, na Ilha do Bananal. “No entanto, existem várias peculiaridades nesse processo de negociação com essas comunidades tradicionais que precisam ser consideradas, como diferenças culturais e linguísticas”, comenta.

Quando a empresa apresentou um documento no formato tradicional para essa comunidade, houve muitas dificuldades para avançar com as negociações e concluir o negócio. “Foi nesse momento que fomos convidados a ajudar. Transformamos o documento usando vários recursos de design, como fluxogramas, imagens relacionadas à cultura deles e tradução de trechos para a língua daquela comunidade, entre outros recursos”, relata Nybo, destacando que o contrato ficou pronto em cerca de uma semana. Como resultado, o projeto foi premiado pelo “Design for a Better World”, premiação que valoriza soluções que impactam de forma positiva a sociedade em busca de um mundo melhor.

Bits: Startup que tornou contrato mais acessível para comunidades indígenas prevê faturar R$ 2 milhões em 2023

Atualmente, a Bits também está colaborando com algumas instituições europeias para desenvolver regras que serão aplicadas a essas empresas, garantindo contratações justas. “Nesse projeto, o critério de justiça é entendido como respeitar os direitos humanos e a capacidade das fornecedoras, sem forçá-las a ultrapassar limites que exigiriam a negligência de cuidados com o meio ambiente e direitos humanos”, comenta o CEO da Bits.

Tornando documentos mais acessíveis: próximos passos da Bits

A plataforma da Bits recebe aproximadamente 300 novos usuários por mês. A startup conta com uma equipe de 20 pessoas e está presente em todas as regiões do Brasil. “Inclusive, há pessoas solicitando a expansão para outros países. Estamos considerando a possibilidade de traduzir a plataforma em breve”, revela Erik.

A startup já recebeu investimento de cerca de R$ 1,7 milhão da Bossanova Investimentos, Carol Paiffer e Harvard Angels. Atualmente, estão com uma rodada de investimento em andamento, com previsão de concluí-la neste segundo semestre.

Em 2022, a startup teve um faturamento de R$ 1,2 milhão e tem a expectativa de alcançar R$ 2 milhões em 2023. Além disso, os próximos passos da empresa incluem mudar a forma como as pessoas criam e leem documentos, expandindo para grandes e médias empresas, além de entidades públicas. “Assim que alcançarmos uma boa escala no Brasil, pretendemos também expandir para a América Latina, alguns países europeus e os Estados Unidos”, conclui Nybo.


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