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SailGP usa tecnologia da Oracle para estruturar operação, desempenho e estratégia na vela

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SailGP usa tecnologia da Oracle para estruturar operação, desempenho e estratégia na vela

A etapa brasileira do SailGP, realizada no Rio de Janeiro neste fim de semana, evidenciou como a infraestrutura de dados e computação em nuvem tem sido incorporada à operação esportiva da vela. A liga utiliza tecnologia da Oracle para suportar desde decisões em tempo real durante as regatas até a análise de desempenho e o engajamento do público.

Criada como uma competição global com equipes nacionais, a SailGP opera com catamarãs F50 padronizados, capazes de ultrapassar 100 km/h. Nesse ambiente, a variação de vento, posicionamento e tempo de resposta exige leitura constante de dados. A tecnologia passa a cumprir um papel central na condução das embarcações, reduzindo a dependência exclusiva da percepção dos atletas e ampliando a previsibilidade das decisões.

Segundo Russell Coutts, cofundador e CEO da liga, a realização da etapa no Brasil marca a expansão do campeonato para novos mercados. “Este é um evento histórico, a primeira vez que trouxemos este evento para o Brasil e para a América do Sul. Estamos todos muito animados”, afirmou.

Dados em tempo real passam a orientar decisões na água

Cada embarcação funciona como uma plataforma de coleta de dados. Sensores instalados ao longo dos F50 capturam informações sobre velocidade, direção, pressão, configuração do barco e comportamento estrutural durante a navegação. Esses dados são enviados continuamente para a nuvem por meio da Oracle Cloud Infrastructure.

De acordo com Andrew Thompson, diretor executivo da SailGP, a base tecnológica do campeonato está diretamente apoiada na Oracle. “O SailGP é fundamentalmente construído na Oracle. A plataforma em que fazemos tudo, em todo nosso negócio, a fundação é a Oracle”, disse.

Segundo ele, o volume de dados processado por corrida é elevado e ocorre em tempo real. “Há mais de 200 sensores no barco que enviam dados para a nuvem instantaneamente. Todos os times conseguem ver os dados dos outros times”, afirmou.

Esse modelo de dados abertos diferencia a SailGP de outras competições e altera a dinâmica competitiva. As equipes têm acesso não apenas às próprias informações, mas também ao desempenho dos adversários, o que permite ajustes contínuos de estratégia ao longo das regatas e entre as provas.

Além disso, a análise desses dados é parcialmente automatizada por sistemas de inteligência artificial, que identificam padrões de desempenho, sugerem ajustes e priorizam informações relevantes para as equipes técnicas. O uso de IA reduz o tempo de interpretação dos dados e amplia a capacidade de resposta durante as corridas.

Estratégia, treinamento e operação passam a ser orientados por dados

O uso de dados não se limita à competição em si. As equipes utilizam as informações coletadas para reconfigurar embarcações entre as regatas, ajustando elementos como posicionamento de componentes e configuração estrutural com base no desempenho observado.

“Se você olhar para a navegação convencional, é muito sobre sentimento e leitura do vento. Mas agora, se os times não analisarem os dados que vêm da água, não serão competitivos”, disse Thompson.

Esse processo também se estende ao treinamento. A SailGP utiliza simuladores alimentados por dados reais das regatas, armazenados na nuvem, para preparar atletas sem a necessidade de operação física dos barcos. Isso permite reduzir custos e ampliar o acesso ao treinamento, incluindo o desenvolvimento de novos competidores.

Outro ponto destacado pela liga é a mudança na atuação das equipes técnicas. Com acesso a dados e imagens em tempo real, treinadores podem acompanhar as corridas remotamente e fornecer orientações durante as provas, com base em análises comparativas entre equipes.

Infraestrutura em nuvem da Oracle sustenta transmissão e experiência do público

A mesma base tecnológica também suporta a operação de transmissão e o acompanhamento das regatas pelo público. Dados coletados dos barcos são integrados a sistemas gráficos que permitem visualizar velocidade, trajetórias e limites de prova em tempo real.

A conectividade de baixa latência é um elemento central para essa operação, garantindo que informações sejam processadas e exibidas sem atraso relevante. Isso viabiliza tanto a transmissão ao vivo quanto o uso de aplicações digitais voltadas ao acompanhamento das corridas.

Além disso, a SailGP utiliza soluções da Oracle para gestão de dados de audiência e relacionamento com fãs, estruturando estratégias de engajamento com base em comportamento e interação do público.

A incorporação de dados, inteligência artificial e computação em nuvem altera a forma como o esporte é praticado e gerido. A vela, historicamente baseada na leitura de condições naturais e na experiência dos atletas, passa a integrar uma camada tecnológica que influencia diretamente o desempenho.

Nesse modelo, a competitividade das equipes está associada não apenas à habilidade dos navegadores, mas também à capacidade de interpretar dados, ajustar estratégias e operar sistemas tecnológicos em tempo real.


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