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“Segunda Onda” da Inteligência Artificial será decisiva para as empresas

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“Segunda Onda” da Inteligência Artificial será decisiva para as empresas

A inteligência artificial passa por uma transição no uso corporativo, com foco na integração aos processos centrais das empresas. A avaliação é de Rodny A. Coronel, regional manager da ELO Digital Office Espanha, que aponta 2026 como o início de uma etapa em que a tecnologia deixa de ser aplicada em projetos isolados e passa a operar como parte da infraestrutura empresarial.

Dados do mercado europeu mostram avanço na adoção. Na Espanha, o uso de IA por pequenas e médias empresas passou de 7,4% em 2022 para 23,3% em 2025. Entre grandes empresas, 21,1% utilizam IA em processos produtivos. “Não é ficção científica: é infraestrutura em funcionamento”, afirma Coronel.

O uso corporativo se concentra em análise de linguagem escrita (44,7%) e automação de fluxos de trabalho (39%). Tecnologias como machine learning, automação e IA generativa já estão inseridas nas operações.

Segunda onda da IA no Brasil

O cenário brasileiro reforça o impacto econômico da adoção. Segundo o porta-voz, 95% das empresas que utilizam IA registram aumento de receita, com média de 31%. Além disso, 85% projetam redução de custos e 89% esperam crescimento no curto prazo.

Para tomadores de decisão, o dado central não está apenas na adoção, mas na forma de implementação. A primeira fase foi marcada por ferramentas desconectadas do núcleo operacional. A nova etapa prioriza integração com sistemas como ERP e CRM e redesenho de processos completos. “O erro da primeira fase foi utilizar ferramentas isoladas, desconectadas do core empresarial”, diz Coronel.

Apesar do avanço, a adoção ainda apresenta diferenças entre países. Dinamarca, Finlândia e Suécia lideram, enquanto Espanha e Portugal aparecem em níveis mais baixos. O principal obstáculo apontado é a falta de conhecimento interno, citada por 74,4% das empresas que ainda não adotaram IA.

Outro ponto relevante para empresas é o retorno sobre investimento. Embora 88% das organizações utilizem IA em alguma função, apenas cerca de 6% alcançam impacto relevante. Essas empresas se destacam pela integração da tecnologia aos processos e pela revisão da estrutura operacional.

A próxima etapa está associada à automação cognitiva, com sistemas capazes de interpretar dados e executar decisões. A expectativa é que esse mercado ultrapasse 50 bilhões de euros até 2032.

No campo estratégico, o movimento indica que a vantagem competitiva não está na adoção isolada da tecnologia, mas na capacidade de incorporá-la à operação. A tendência é de consolidação de plataformas integradas e modelos que atendam a requisitos regulatórios, especialmente na Europa, onde parte dos investimentos em IA está ligada à conformidade.

“2025 foi o ano dos testes. 2026 é o da implementação real”, afirma Coronel.


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