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Neospace negocia rodada de até US$ 250 milhões

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Neospace negocia rodada de até US$ 250 milhões

A NeoSpace, startup brasileira de inteligência artificial, está em negociações para uma nova rodada de investimentos que pode chegar a US$ 250 milhões. Caso a captação seja concluída nesse patamar, a empresa poderá alcançar uma avaliação de US$ 1,25 bilhão post-money e se tornar um unicórnio antes de completar três anos de operação.

Fundada em 2024, em Uberlândia, a Neospace desenvolveu uma arquitetura de dados voltada à infraestrutura necessária para a adoção de inteligência artificial por grandes empresas. Os Large Data Models desenvolvidos pela companhia permitem processar, em um mesmo sistema, dados estruturados e não estruturados, independentemente de seus formatos e origens.

A tecnologia atua em uma camada complementar aos Large Language Models (LLMs), utilizados por aplicações como ChatGPT e Claude. Enquanto os LLMs são especializados principalmente no processamento e geração de linguagem, os LDMs da NeoSpace foram desenvolvidos para organizar e estruturar grandes volumes de dados corporativos, criando uma base para que empresas possam utilizar inteligência artificial sobre seus próprios dados.

Expansão internacional

A possível nova rodada deve financiar a próxima etapa de expansão da NeoSpace, com foco inicial no mercado norte-americano. A companhia já está em negociação com seus primeiros clientes nos Estados Unidos e pretende utilizar a nova captação para acelerar sua presença internacional.

A startup também vem ampliando sua infraestrutura computacional para atender à demanda por aplicações de inteligência artificial. A NeoSpace está entre as maiores consumidoras de GPUs NVIDIA B200 no Brasil e chegou a ser apresentada por Jensen Huang, fundador e CEO da NVIDIA, durante um dos principais eventos da companhia na Califórnia.

Para operar seus modelos e aplicações, a NeoSpace mantém parcerias com provedores globais de nuvem, como AWS e Oracle.

Itaú entre os primeiros clientes

A relação com grandes empresas brasileiras começou ainda nas primeiras fases da companhia. O Itaú está entre os principais clientes da NeoSpace e liderou a rodada pré-seed de US$ 18 milhões realizada pela startup em 2025.

A rodada também contou com investidores-anjo como Martin Escobari, da General Atlantic, Micky Malka, da Ribbit Capital, Nigel Morris, da QED, e Hans Morris, da NYCA Partners.

Antes da NeoSpace, os fundadores da startup já haviam empreendido juntos na Zup, empresa posteriormente adquirida pelo Itaú. A NeoSpace foi fundada por Bruno Pierobon (CEO), Felipe Almeida (CRO), Gustavo Debs (COO) e Thiago Teixeira (CTO).

IA aplicada a diferentes setores

A companhia trabalha com a perspectiva de que sua infraestrutura de dados possa ser aplicada em diferentes setores da economia, incluindo serviços financeiros, óleo e gás, indústria aeronáutica e telecomunicações.

A NeoSpace projeta encerrar 2026 com faturamento de aproximadamente R$ 300 milhões e operação rentável. A empresa também prevê ampliar significativamente sua capacidade computacional nos próximos anos para acompanhar o crescimento da demanda por soluções de inteligência artificial corporativa.

“Estamos construindo uma infraestrutura para que as grandes empresas consigam transformar seus próprios dados em inteligência. O avanço da IA depende não apenas dos modelos, mas também da capacidade de organizar, acessar e processar os dados que estão dentro das organizações. É nesse espaço que a NeoSpace atua”, afirma Felipe Almeida, cofundador e Chief Revenue Officer da NeoSpace.

O post Neospace negocia rodada de até US$ 250 milhões aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Marystela Barbosa



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