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Brasil e Índia criam aceleradora conjunta para levar pesquisas biomédicas da bancada ao mercado

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Brasil e Índia criam aceleradora conjunta para levar pesquisas biomédicas da bancada ao mercado

Lançado em Nova Délhi, na Índia, o programa internacional BRICS+ Biodesign visa apoiar jovens empreendedores e pesquisadores na aceleração de tecnologias e na resolução de demandas do setor de saúde. Com etapas de seis meses no Brasil e seis meses na Índia, a iniciativa foi estruturada como uma aceleradora compartilhada que prevê a participação de estudantes e docentes da Universidade de São Paulo (USP), além do envolvimento do Inova USP e do Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto.

A formalização da entrada de entidades brasileiras ocorreu por meio da assinatura de um memorando de entendimento pela Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB). Segundo Antonio Adilton Oliveira Carneiro, professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e vice-presidente da SBEB, a meta é expandir a cooperação institucional diretamente com a universidade paulista. “É uma dinâmica empreendedora que acelera um jovem empreendedor com o seu projeto da ideia ao mercado”, explicou o docente, detalhando que a primeira fase foca no mapeamento de demandas locais e a segunda no suporte regulatório e na prototipagem avançada.

O modelo operacional do programa projeta utilizar estruturas de capacitação já existentes no ecossistema brasileiro, como a residência em Inovação do Inova USP e os programas do Supera Parque. Na Índia, o desenvolvimento industrial e de testes ocorrerá no complexo Andhra Pradesh MedTech Zone (AMTZ), apoiado pelo gabinete do principal assessor científico do governo indiano. “Durante minha visita, eu fiquei de fato impressionado com o desenvolvimento tecnológico. Existe ali uma injeção de energia e recursos financeiros e, principalmente, recursos humanos altamente qualificados”, relatou Carneiro. O professor ressaltou ainda a presença de mais de uma centena de indústrias exportadoras e laboratórios de testes no complexo.

Entre os projetos com potencial de ingresso na plataforma internacional estão tecnologias como o mapeamento magnético de sondas hospitalares, tomógrafos de mama e dispositivos biomédicos voltados a suprir gargalos de hardware e firmware. Segundo Carneiro, a iniciativa foca no fortalecimento da soberania tecnológica no setor sanitário. 

“O foco principal desse projeto é nos tornarmos menos dependentes de importação na área de tecnologia da saúde”, declarou o executivo, destacando a importância de formar profissionais qualificados em todas as etapas da cadeia de suprimentos.

O processo de seleção dos participantes será conduzido por uma comissão internacional composta por representantes do Brasil, Índia, Rússia e África do Sul, com previsão inicial de oferta de cerca de 30 vagas. Os parceiros operacionais do programa trabalham na finalização das diretrizes institucionais, com previsão de divulgação do edital global para novembro. 

A avaliação dos resultados considerará a evolução dos protótipos em relação à viabilidade comercial e sustentabilidade ao término de cada ciclo anual.

O post Brasil e Índia criam aceleradora conjunta para levar pesquisas biomédicas da bancada ao mercado aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Ricardo Azevedo

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