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Por que a IA autônoma deixou de ser um risco para virar o maior ativo de confiança dos bancos

Startupi Por que a IA autônoma deixou de ser um risco para virar o maior ativo de confiança dos bancos * Por Letícia D’Angelo Um cliente que precisa fechar um financiamento imobiliário já não necessita aguardar o horário comercial. Atualmente, ele recebe em segundos a simulação de parcelas, as condições e a confirmação de agendamento com um especialista. A disponibilidade ininterrupta é uma realidade. A questão que o mercado financeiro precisa responder agora vai além da funcionalidade: é realmente possível confiar em agentes de inteligência artificial para conduzir operações críticas com segurança? A resposta é afirmativa, desde que a implementação ocorra com critério. Os chatbots tradicionais frequentemente geravam frustração devido às respostas padronizadas e à incapacidade de lidar com exceções. No setor financeiro, falhas no atendimento automatizado chegaram a expor dados ou comprometer transações. A chegada dos agentes autônomos, no entanto, alterou esse cenário....

Da obra ao pós-venda: como a inteligência artificial está transformando o setor imobiliário

Startupi Da obra ao pós-venda: como a inteligência artificial está transformando o setor imobiliário * Por Reinaldo Sima A inteligência artificial vem ocupando um espaço cada vez mais estratégico dentro das empresas. O que começou como uma ferramenta voltada à automação de tarefas evoluiu para uma tecnologia capaz de transformar a forma como as organizações acessam, compartilham e aplicam conhecimento. A discussão deixou de ser se a IA será adotada e passou a se concentrar em como utilizá-la de maneira eficiente e alinhada aos desafios reais do negócio. Em um mercado tão dependente de informação quanto o imobiliário, essa mudança tem efeitos diretos sobre a experiência do cliente e o sucesso da operação. Na prática, o impacto da IA já pode ser percebido ao longo de toda a jornada de compra. A aquisição de um imóvel envolve crédito, documentação, regulamentação, etapas construtivas e uma série de decisões que exigem rapidez e segurança. Quando as informações não circulam de ...

A última milha das startups: o que a guerra dos galpões revela sobre o próximo ciclo de inovação no Brasil

Startupi A última milha das startups: o que a guerra dos galpões revela sobre o próximo ciclo de inovação no Brasil O setor de condomínios logísticos no Brasil enfrenta uma falta de estrutura: as taxas de vacância variam entre 5,5% e 7,7%, a absorção líquida atinge níveis recordes e os aluguéis superam R$ 45 por metro quadrado nas áreas mais competitivas da Grande São Paulo. Enquanto gigantes como Mercado Livre , Shopee e Amazon brigam por cada metro quadrado de alto padrão, um movimento menos aparente, mas talvez mais disruptivo, acontece nos bastidores: startups nas áreas de logística, automação, dados e sustentabilidade estão sendo integradas a esse processo, não mais como fornecedoras marginais, mas como componentes essenciais de uma nova operação. A mensagem que o mercado de galpões transmite ao ecossistema de inovação é clara: aqueles que conseguirem solucionar as questões relacionadas à última milha, à falta de ativos e à pressão por práticas ESG não estarão comerciali...

RecargaPay amplia atuação em produtos financeiros e aposta em crédito para atender 14 milhões de clientes

Startupi RecargaPay amplia atuação em produtos financeiros e aposta em crédito para atender 14 milhões de clientes A RecargaPay está ampliando sua atuação no mercado de produtos financeiros, com foco nas verticais de cartões, empréstimos pessoais, crédito consignado e demais operações de crédito. A estratégia combina expansão do portfólio, aquisição de clientes para produtos específicos e uso da própria plataforma para construir histórico financeiro. A fintech hoje já atende mais de 14 milhões de clientes e registra crescimento médio de 30% ao ano. Nos últimos meses, lançou novos produtos, entre eles cartões de crédito, como o Titan , voltado para o segmento de alta renda, outros cartões, empréstimos pessoais e crédito consignado. A expansão acontece em paralelo à mudança na estrutura de liderança. No início de junho deste ano, Miguel Perdigão foi promovido de Chief of Staff para General Manager de Produtos Financeiros. O executivo passou a responder pelas verticais de Cart...

OpenAI sobe barreira para enfrentar um novo inimigo: ela mesma

Startupi OpenAI sobe barreira para enfrentar um novo inimigo: ela mesma A inteligência artificial cruzou um limite alarmante, mas não como uma ferramenta e, sim, como um agente independente de ciberameaça. Na última sexta, 7 de agosto, a OpenAI divulgou uma decisão sem precedentes para a empresa: a paralisação do desenvolvimento interno de seu modelo de próxima geração, codinome Astra, após testes preliminares revelarem capacidades ofensivas cibernéticas que a própria empresa classifica como “Críticas” em seu framework de segurança autoimposto. De acordo com o sistema interno de classificação de riscos da OpenAI, um modelo atinge o nível “Crítico” quando é capaz de encontrar, de forma autônoma, vulnerabilidades do tipo “zero-day”, falhas de segurança desconhecidas pelos fabricantes de software e, portanto, sem correção disponível, ou de lançar ataques completos contra redes protegidas, sem qualquer orientação humana. Em termos práticos, o ...

O céu é o limite para o Nubank? Ele acredita que sim

Startupi O céu é o limite para o Nubank? Ele acredita que sim “ Temos mais de 110 milhões de clientes no Brasil, mas apenas cerca de 7% de participação de mercado. Poderíamos dobrar ou até triplicar o tamanho do Nubank apenas no Brasil “. A frase de David Vélez , fundador e CEO global do Nubank , resume a ambição da fintech que se tornou case de escala global nascida no Brasil. Para startups e empreendedores, a mensagem é clara: mesmo em um mercado saturado, ainda há espaço para crescer — se você tiver modelo, execução e fôlego. De desafiante a incumbente: a transição que toda startup sonha (e teme) O Nubank vive hoje o que toda startup de sucesso almeja: deixar de ser o “desafiante disruptivo” para se tornar um “incumbente digital” — grande, estabelecido e com poder de mercado, mas mantendo a agilidade e eficiência de uma tech. A lição para empreendedores: a estratégia muda quando você escala. Enquanto a fase de desafiante exige prod...

Startups e pequenos negócios têm novos prazos para adaptação às notas fiscais previstas pela reforma tributária

Startupi Startups e pequenos negócios têm novos prazos para adaptação às notas fiscais previstas pela reforma tributária A partir desta segunda-feira (3), começou a valer a obrigatoriedade de que sejam preenchidos os campos da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) em alguns documentos fiscais eletrônicos. A medida, que faz parte da reforma tributária sobre o consumo, chega primeiro a documentos como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), segundo a Agência Brasil . Startups e pequenos empreendimentos precisam estar ainda mais atentos a esse cenário. Mesmo que as alíquotas sejam provisórias em 2026 — 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS — o sistema já vai barrar notas sem que esses campos estejam preenchidos, o que pode causar a suspensão de atividades. “O primeiro efeito não será uma multa chegando automaticamente. Está em jogo a operação da empresa, que pode parar se o documento não for aut...

Agtechs Sofisticam o Crédito Privado com Emissão de CRAs e FIAGROs Estruturados

Startupi Agtechs Sofisticam o Crédito Privado com Emissão de CRAs e FIAGROs Estruturados Por que as Agtechs estão superando os bancos? O agronegócio brasileiro está diante de um colapso de preços do crédito. O Plano Safra 2025/2026 liberou R$ 516,2 bilhões, sendo que só 34% tem juros equalizados. O restante acompanha a Selic de 15% ao ano. A taxa de inadimplência do crédito rural atingiu 6,5% em 2025, o maior índice já registrado. Em operações sem taxas, o índice chegou a 11,4% em outubro de 2025. As 2.075 agtechs do Radar Brasil 2025 não se limitam a buscar venture capital nesse vácuo. Estão se tornando emissoras de crédito estruturado: oferecem financiamento ao produtor, criam recebíveis e os utilizam como lastro para CRAs e FIAGROs. O mercado de capitais está reestruturando o setor, com startups atuando como novos intermediários entre os produtores e os investidores institucionais. FIAGROs: A Nova Fonte de Financiamento para Startups Os FIAGROs voltaram com tudo ...

Na Rio Innovation Week, tecnologia vira agenda de negócios com painéis sobre IA, tokenização e cibersegurança

Startupi Na Rio Innovation Week, tecnologia vira agenda de negócios com painéis sobre IA, tokenização e cibersegurança A Rio Innovation Week volta ao calendário de inovação com foco em tecnologias que estão deixando de ser “experimentos” para se tornarem projetos com orçamento, governança e impacto comercial. O evento começa hoje e vai até o próximo dia 7 de agosto, no Píer Mauá, com programação organizada em múltiplos ambientes e trilhas. O evento vem se consolidando no calendário de inovação do Brasil e funciona como termômetro de investimento e contratação, concentrando discussões sobre como implementar tecnologia com segurança, como financiar inovação e como reduzir incertezas regulatórias e operacionais — fatores que definem retorno. No cenário atual, o debate sobre inovação no Brasil ganhou um componente adicional: além de velocidade, cresce a exigência por confiabilidade e compliance. Em paralelo, o mercado financeiro vem incorporando temas como IA aplicada, tokeniza...

Agências de fomento e CVC viram “canal alternativo” para financiar inovação em meio a juros altos: como essa sinergia muda M&A e valor de startups

Startupi Agências de fomento e CVC viram “canal alternativo” para financiar inovação em meio a juros altos: como essa sinergia muda M&A e valor de startups O contexto atual é bem conhecido de todos, com um elevado custo do capital, o que tem levado startups tecnológicas a passar a contar mais com duas fontes para financiar ciclos de P&D: linhas públicas (crédito e subvenção econômica) geridas por agências de fomento e capital corporativo por meio de Corporate Venture Capital (CVC). E a junção desses dois fenômenos está transformando o ecossistema, diminuindo a dependência única de investimentos caros em equity , aumentando a previsibilidade para as rodadas Seed e Série A e, acima de tudo, acelerando a atenção das empresas para aquisições e parcerias com startups, especialmente quando a liquidez do mercado de capitais é restrita. A relevância disso para os negócios parece clara, com a inovação financiada por essas modalidades geralmente exigindo uma forte capacidade de i...

Emergent capta Série C e alcança avaliação de US$ 1,5 bilhão

Startupi Emergent capta Série C e alcança avaliação de US$ 1,5 bilhão  A Emergent, plataforma de criação de software com inteligência artificial que ajuda fundadores e empresários a desenvolver aplicações web e móveis completas e prontas para produção, anunciou uma rodada de financiamento Série C no valor de US$ 130 milhões. A Creaegis liderou a rodada, com participação da Claypond e Sentinel Global, além de investimentos adicionais da Khosla Ventures, SoftBank Vision Fund 2, Lightspeed e Y Combinator. A rodada multiplicou por cinco a avaliação da Emergent, que chegou a US$ 1,5 bilhão em apenas quatro meses. A startup se tornou unicórnio um ano após seu lançamento público. Mais de 12 milhões de aplicativos foram criados na Emergent no último ano, muitos deles por pequenos empresários e empreendedores individuais sem formação técnica. Mais da metade dos clientes utilizou a plataforma para criar softwares essenciais para o funcionamento de seus negócios, o que não seria possí...

Selic em 14,25%: por que o juro alto está engordando o M&A e deixando o Venture Capital de dieta

Startupi Selic em 14,25%: por que o juro alto está engordando o M&A e deixando o Venture Capital de dieta O Brasil enfrenta um dilema financeiro que altera o futuro de inúmeras startups. Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tenha cortado a taxa Selic três vezes em 2026 — passando de 15% para 14,25% ao ano —, o custo do capital ainda está alto o bastante para manter os gestores de venture capital (VC) em alerta. O mercado alcançou um total de US$ 15,9 bilhões em transações de fusões e aquisições (M&A) no primeiro trimestre de 2026, o que representa um aumento de 30% em comparação com o mesmo período de 2025, e é o melhor resultado para esse período desde 2021, de acordo com uma pesquisa da Seneca Evercore. Em contrapartida, o venture capital brasileiro levantou US$ 428,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, um valor que ficou abaixo do que foi registrado no último trimestre de 2025 e também inferior ao primeiro trimestre do ano anterior, de ac...

Grupo Pitzi conclui fusão com a Renov e projeta movimentar R$ 280 milhões em vendas em 2026

Startupi Grupo Pitzi conclui fusão com a Renov e projeta movimentar R$ 280 milhões em vendas em 2026 O Grupo Pitzi anunciou a fusão com a Renov, empresa especializada em soluções de trade-in para eletrônicos, formando um grupo que projeta movimentar R$ 280 milhões em vendas em 2026. A operação reúne as atividades de proteção, aluguel e recompra de smartphones em uma única estrutura. Segundo as empresas, a integração tem como objetivo ampliar a oferta de serviços para varejistas de eletroeletrônicos, combinando programas de trade-in para aparelhos usados com serviços financeiros voltados à proteção de smartphones novos. O grupo estima atuar em um mercado formado por cerca de 257 milhões de smartphones ativos no Brasil, além de aproximadamente 40 milhões de aparelhos novos e 40 milhões de usados comercializados anualmente. De acordo com o comunicado, a Renov registrou crescimento de 320% no volume de aparelhos adquiridos no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo...

De São Paulo para o Mundo: 71% dos empreendedores brasileiros já miram além das fronteiras

Startupi De São Paulo para o Mundo: 71% dos empreendedores brasileiros já miram além das fronteiras Uma pesquisa inédita da Endeavor, divulgada em abril de 2026, quantifica uma transformação silenciosa que está redesenhando o mapa da inovação brasileira: 71% dos empreendedores brasileiros já iniciaram ou estão se preparando para expandir internacionalmente. Entre as startups e scale-ups fundadas entre 2020 e 2024, quase a metade planeja essa expansão a curto ou médio prazo. O dado é mais do que uma estatística — é um sinal de que o ecossistema brasileiro deixou de ser um mercado doméstico para se tornar uma plataforma de lançamento global. E isso muda tudo para quem investe, empreende e consome tecnologia no país. Para entender o peso dessa mudança, é preciso olhar para trás. Há uma década, quando a Ebanx — hoje um dos unicórnios mais conhecidos do Brasil — decidiu processar pagamentos internacionais, a startup era uma exceção quase solitária. VTEX, Wellhub (antiga Gympass) e H...